A nova geração da família Castro e seu papel na liderança de Cuba
Os descendentes de Fidel e Raúl Castro estão emergindo como líderes em Cuba, influenciando negociações e a política interna do país.

Os descendentes de Fidel e Raúl Castro, ex-líderes de Cuba, estão cada vez mais presentes em cargos de destaque na liderança do país. Segundo informações do The Wall Street Journal, Alejandro Castro Espín e Raúl Rodríguez Castro vêm atuando ativamente nas negociações entre Cuba e os Estados Unidos, especialmente em um momento de crescente tensão internacional.
De acordo com o jornal, os dois têm se reunido com autoridades americanas para discutir a situação em Cuba e buscar formas de amenizar as tensões, principalmente diante das ameaças do presidente Donald Trump. A influência da família Castro persiste mesmo após a morte de Fidel e a aposentadoria de Raúl de cargos públicos.
Atualmente, Raúl Castro tem 94 anos e foi visto pela última vez em público em janeiro de 2023, durante uma cerimônia para receber os restos mortais de soldados cubanos que morreram na captura de Nicolás Maduro, na Venezuela. Raúl Rodríguez Castro, de 41 anos, é considerado o neto mais velho de Raúl Castro e é visto como o “favorito” para assumir papéis significativos no governo.
Alejandro Castro Espín, filho de Raúl e general do Ministério do Interior, foi um dos principais negociadores na reabertura das relações diplomáticas com os Estados Unidos durante o governo de Barack Obama em 2015. Após a eleição de Trump em 2016, ele tentou manter o diálogo com o novo governo, que mostrou pouco interesse em aprofundar as relações bilaterais.
Outro nome em ascensão na família é Oscar Pérez-Oliva, sobrinho-neto de Fidel e Raúl, que é considerado um possível sucessor do atual presidente Miguel Díaz-Canel. Diante das ameaças de Trump sobre a possibilidade de “tomar Cuba”, o governo cubano tem monitorado de perto as movimentações militares dos EUA na região, especialmente após o aumento das pressões econômicas e políticas sobre a ilha.
Fonte: D24AM