Avanços e Desafios da Bioeconomia na Amazônia São Mapeados em Novo Estudo
Um mapeamento revela o progresso da bioeconomia na Amazônia, destacando desafios que limitam sua expansão. O relatório foi elaborado a partir de 100 entrevistas com diversas lideranças locais.

Um novo relatório intitulado “Bioeconomia e Territórios da Amazônia” apresenta um panorama sobre o avanço da bioeconomia na região, resultado de mais de 100 entrevistas com lideranças indígenas, empreendedores e representantes de cooperativas, universidades e organizações da sociedade civil. Este estudo, desenvolvido pelo Programa EcoAm, tem como objetivo promover uma economia que valoriza a floresta em pé e os produtos da sociobiodiversidade, essencial para o desenvolvimento sustentável local.
Apesar dos progressos identificados, o relatório aponta que desafios estruturais ainda limitam a expansão dessas iniciativas. Criado em 2024, o Programa EcoAm é uma parceria entre o Impact Hub Manaus e o BID Lab, visando fomentar a bioeconomia em áreas do interior da Amazônia, promovendo renda, emprego verde e desenvolvimento territorial.
Washington Silva, coordenador do EcoAm, enfatiza a importância de compreender as dinâmicas locais antes de implementar soluções. “O EcoAm nasceu da convicção de que a bioeconomia precisa ser fortalecida a partir dos territórios do interior da Amazônia, para além dos grandes centros urbanos”, explica Silva, ressaltando a necessidade de conectar investimentos e políticas públicas às realidades locais.
O mapeamento também envolveu encontros presenciais conhecidos como “Vozes que EcoAm”, onde representantes de diferentes organizações puderam discutir e compartilhar experiências sobre o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Juliana Teles, cofundadora do Impact Hub Manaus, destaca que a bioeconomia já faz parte do cotidiano das comunidades amazônicas, revelando uma região rica em diversidade cultural e econômica.
O relatório examina três territórios distintos: Ji-Paraná (RO), Rio Branco (AC) e Tefé (AM). Cada área apresenta cadeias produtivas específicas e desafios variados, como a necessidade de diversificação de mercados e fortalecimento das associações locais. O documento conclui que, para que a bioeconomia se fortaleça, é fundamental unir esforços entre pesquisa, mercado e comunidades, adequando políticas públicas às necessidades de cada região.
Fonte: Portal Amazônia