Bolsonaro esclarece sobre arma apreendida em depoimento à Polícia Civil
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que pediu a um militar para consertar sua arma apreendida em blitz. O caso pode influenciar sua prisão domiciliar.

Na segunda-feira, dia 22, o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal em relação a uma arma registrada em seu nome que foi apreendida durante uma blitz em Brasília. O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Bolsonaro, informou que o ex-chefe do Executivo reiterou suas declarações feitas anteriormente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a defesa, Bolsonaro afirmou que pediu a um militar do Exército, que faz parte de sua segurança, para providenciar um reparo na arma. A Polícia Civil chegou à residência de Bolsonaro por volta das 14h30 e permaneceu por cerca de 40 minutos no condomínio onde ele cumpre prisão domiciliar.
O depoimento durou apenas cinco minutos. Na semana passada, o militar Estácio Leite da Silva Filho foi parado em uma blitz a 33 quilômetros da residência de Bolsonaro e estava portando uma Glock de calibre nove milímetros, registrada em nome do ex-presidente. Em decorrência do incidente, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a posse da arma pelo segurança.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, responsável pela execução penal de Bolsonaro, autorizou a coleta do depoimento, mas determinou que a oitiva fosse realizada presencialmente, conforme a decisão judicial que proíbe o uso de dispositivos eletrônicos pelo ex-presidente. A defesa de Bolsonaro, em ofício, argumentou que ele entregou a arma ao segurança após perceber que o percussor estava inoperante e pediu que o consertasse.
O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou nas redes sociais que o ex-presidente esclareceu todas as questões relacionadas ao caso e que a arma estava devidamente registrada. Ele ressaltou que não houve intenção de descumprir determinações legais e que espera que o inquérito em andamento na Polícia Civil seja arquivado em breve. O desfecho deste caso poderá impactar a decisão de Moraes sobre a continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro, que está em regime temporário desde março devido a problemas de saúde.
Fonte: Amazonas Atual