Câmara do Rio de Janeiro expressa pesar pela morte cerebral de Luciana Novaes
A ex-vereadora Luciana Novaes, conhecida por sua luta pelos direitos das pessoas com deficiência, teve morte cerebral confirmada aos 42 anos. A Câmara Municipal lamenta sua perda.

Na noite de segunda-feira, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro expressou profundo pesar após a confirmação do protocolo de morte cerebral da ex-vereadora Luciana Novaes, que faleceu aos 42 anos. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornalista Ancelmo Gois e sinaliza o fim da trajetória de uma importante defensora dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil.
A história de Luciana Novaes marcou o país em 2003, quando, aos 19 anos, foi ferida por uma bala perdida dentro do campus da Universidade Estácio de Sá, localizado no Rio Comprido. Este trágico incidente alterou drasticamente sua vida, deixando-a tetraplégica e dependente de um ventilador mecânico, com apenas 1% de chance de sobrevivência, segundo os médicos da época.
Desafiando as probabilidades, Luciana não apenas sobreviveu, mas também transformou sua situação em uma plataforma para a militância social. Com resiliência, ela se adaptou à nova realidade, retornou aos estudos e construiu uma carreira notável. Formou-se em Serviço Social, completou uma pós-graduação em Gestão Governamental e, em seguida, foi eleita vereadora.
Durante sua atuação na Câmara Municipal, Luciana Novaes se destacou por usar sua voz em defesa da acessibilidade e na formulação de políticas públicas inclusivas para a cidade do Rio de Janeiro. A Câmara reconheceu seu exemplo de coragem ao enfrentar adversidades físicas e sociais, sempre buscando representar aqueles que, como ela, lutavam por dignidade e espaço na sociedade.
Ainda não há informações sobre as cerimônias de despedida de Luciana. O Rio de Janeiro lamenta a perda de uma de suas vozes mais fortes no combate à violência urbana e na defesa dos direitos humanos, especialmente no que tange à saúde pública e aos direitos dos vulneráveis.
Fonte: D24AM