Chuva traz alívio à fumaça e melhora qualidade do ar em Manaus
Manaus registra melhora na qualidade do ar após chuvas intensas na madrugada de quinta-feira. Porém, algumas áreas ainda enfrentam poluição moderada.

MANAUS – O Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental) observou uma melhora significativa na qualidade do ar em Manaus nesta quinta-feira (22), após uma forte chuva que atingiu a cidade na noite de quarta-feira (21) e se estendeu pela madrugada e manhã do dia seguinte. O temporal foi marcado por raios, trovões e rajadas de vento, que causaram a emissão de um alerta severo pela Defesa Civil, visando o risco de alagamentos e enxurradas.
Por volta das 7h, os sensores do Selva, desenvolvido pela UEA (Universidade do Estado do Amazonas), registraram uma queda na poluição do ar. A concentração de fumaça fina variou entre 11,5 e 32,7 microgramas por metro cúbico (µg/m³), com bairros como Chapada, Aparecida, Aleixo, Petrópolis e Morro da Liberdade apresentando uma classificação de ar considerada boa, com índices abaixo de 25 µg/m³.
No entanto, a melhoria na qualidade do ar não foi uniforme em toda a cidade. Regiões como Coroado e áreas adjacentes ao Distrito Industrial continuaram a apresentar níveis moderados de poluição. A média histórica de chuvas para este mês de outubro é de 166 milímetros, e até o dia 21, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos havia registrado apenas 118 mm, ou seja, cerca de 71% do esperado até o momento.
Durante as tempestades dos dias 21 e 22, algumas áreas receberam volumes de chuva que chegaram a 50 mm em um único dia, acompanhados de ventos que atingiram a velocidade de até 60 km/h. A meteorologista Juliane Querino, professora da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), comentou que a chuva é um fator que ajuda a reduzir a fumaça, mas não é uma solução definitiva. “Se ainda houver focos de queimadas, haverá emissão de fumaças”, afirmou Juliane, ressaltando que a chuva é um auxílio importante no combate às queimadas.
Juliane também explicou que as chuvas nesta época do ano são comuns, uma vez que marcam a transição do período seco para o chuvoso. O calor intenso provoca a subida do ar, resultando na formação de nuvens de tempestade. “Essas chuvas não são irregulares”, concluiu a meteorologista, destacando que chuvas irregulares são aquelas que ocorrem de forma desigual, típicas do período seco que se estende de junho a setembro.
Fonte: Amazonas Atual