Ciclone bomba pode afetar Sul do Brasil; saiba mais sobre o fenômeno
Um ciclone extratropical, conhecido como ciclone bomba, pode se formar a partir de quinta-feira (06) na região Sul do Brasil, impactando o clima local.

Brasília - A partir desta quinta-feira, 6 de outubro, um sistema de baixa pressão começará a se formar sobre o norte da Argentina e o Paraguai. Esse fenômeno meteorológico pode evoluir para um ciclone extratropical, com características intensas, conhecido como ciclone bomba.
De acordo com Micael Cecchini, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), a formação desse sistema de baixa pressão ocorre quando uma massa de ar muito fria se aproxima de uma massa de ar quente. Essa diferença de temperatura provoca uma rápida diminuição da pressão atmosférica entre as massas de ar.
Para que um ciclone seja classificado como bomba, ou ciclogênese explosiva, é necessário que haja uma queda na pressão atmosférica de pelo menos 24 hPa (milibares) em um intervalo de 24 horas. “Milibares é a unidade de pressão utilizada para medir a pressão atmosférica”, explica Cecchini.
A previsão é que o ciclone bomba se desenvolva à medida que o sistema de baixa pressão atravessar a região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, no Brasil. A formação desse tipo de ciclone é caracterizada por uma pressão atmosférica mais baixa e uma diferença de temperatura mais intensa entre as massas de ar.
“As tempestades se formam na fronteira entre as duas massas de ar. A massa de ar frio avança por baixo da quente, devido a sua maior densidade, fazendo com que o ar quente seja forçado a subir, resultando na formação de nuvens e tempestades. Quanto maior a diferença de temperatura, mais intensa será essa ascensão”, conclui Micael Cecchini.
Fonte: D24AM