Conselheiro critica gestões da Seduc e pede investigação sobre assaltos
Ari Moutinho, do TCE-AM, chamou ex-secretários da Seduc de 'assaltantes' e pediu investigação sobre os contratos da pasta. Ele defendeu a prisão dos responsáveis pela situação da educação no Amazonas.

MANAUS – Durante a 32ª sessão Ordinária do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE), realizada na terça-feira (6), o conselheiro Ari Moutinho fez duras críticas às gestões da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) nos últimos oito anos, classificando-as como verdadeiras 'quadrilhas'. O conselheiro não poupou palavras e afirmou: 'Fico imaginando os assaltantes da Seduc, os crápulas que por lá passaram, os últimos secretários, não têm um mínimo de remorso.'
Além de criticar a falta de responsabilidade dos ex-gestores, Ari Moutinho Júnior destacou que o resultado do primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4), foi um sinal claro do descontentamento da população. Ele mencionou que essa foi 'a eleição mais calada da história do Estado', onde o povo se manifestou contra a corrupção e a ineficiência nas gestões passadas. O conselheiro expressou alívio ao constatar que os candidatos que passaram para o segundo turno, Omar Aziz e Maria do Carmo, não estão ligados a essas administrações.
O conselheiro também relatou sua experiência ao votar em uma escola pública em péssimas condições no bairro Nova Esperança. Ele descreveu a situação como 'um verdadeiro lixo', destacando a falta de infraestrutura, como ar-condicionado, e a longa espera de uma hora e meia para conseguir votar. Diante dessa realidade, Moutinho fez um apelo à presidência do TCE, atualmente sob a liderança da conselheira Yara Lins, para que investigue os contratos da Seduc.
Ari Moutinho não hesitou em pedir a prisão dos ex-secretários de Educação, afirmando que é necessário avaliar cada contrato e responsabilizar aqueles que estiveram à frente da pasta. Ele criticou a situação alarmante de crianças que não têm acesso a uma educação básica adequada, apontando que 'são amazonenses como nós, que sofrem e não têm a quem gritar'. Ele também mencionou a relação com organizações sociais de saúde que, segundo ele, estão envolvidas em práticas corruptas.
Finalizando seu discurso, Moutinho parabenizou a população amazonense por se rebelar contra as gestões anteriores e pediu uma investigação aprofundada sobre os crimes cometidos. 'O que eu peço é que o Tribunal saia fortalecido e ouça o grito da população', concluiu, pedindo um retorno de dignidade à educação, saúde e segurança do Estado, além de ressarcimentos e prisões dos responsáveis pelo sofrimento da sociedade.
Fonte: Amazonas Atual