Lula desafia Flávio Bolsonaro a apoiar proposta de jornada de trabalho reduzida
Luiz Inácio Lula da Silva desafiou Flávio Bolsonaro a apoiar a proposta que garante dois dias de folga semanal sem redução salarial. Lula também defendeu a PEC da Segurança Pública.

Na quarta-feira, dia 7 de junho, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva lançou um desafio ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, para que este apoie a proposta de redução da jornada de trabalho 61. Essa proposta assegura aos trabalhadores o direito a dois dias de folga semanal sem qualquer diminuição na remuneração.
Durante uma plenária do PT que contou com a presença de parlamentares, Lula expressou sua intenção de observar como Flávio Bolsonaro se posicionará em relação à proposta. "Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente", afirmou Lula, lembrando que o senador tem se manifestado contra a ideia.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, defende que os trabalhadores devem ter a liberdade de escolher sua própria carga horária. Em uma entrevista na terça-feira, dia 6, ele declarou: "Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade". Para ele, quem deseja trabalhar mais deve ter essa opção, enquanto quem prefere reduzir a carga horária pode priorizar outros aspectos de sua vida.
Em resposta, Lula argumentou que esse tipo de negociação não traria benefícios reais aos trabalhadores. Ele criticou a ideia de acordos que não favorecem a classe trabalhadora, afirmando que “nada de aceitar barganha”. A proposta do PT é a redução da jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.
Além de discutir a jornada de trabalho, Lula também abordou a importância da aprovação da PEC da Segurança Pública. Ele enfatizou que a união entre a União, estados e municípios é crucial para combater o crime organizado, pois, segundo ele, os estados sozinhos não conseguiram lidar com essa responsabilidade. Lula propôs fortalecer a atuação federal por meio das forças de segurança e anunciou planos para transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima, com o objetivo de enfraquecer facções criminosas.
Fonte: D24AM