Damares Alves defende fim da escala 61, apesar de beneficiar Lula
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou seu apoio ao fim da escala 61, criticando a utilização política do tema em meio às eleições.

BRASÍLIA – A senadora Damares Alves, do Republicanos-DF e conhecida por ser uma das principais aliadas de Flávio Bolsonaro no Congresso Nacional, declarou que votará a favor da proposta que visa extinguir a escala 61. Contudo, ela enfatizou que essa proposta, na sua visão, acaba favorecendo Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições, o que gerou críticas sobre o timing da discussão do tema, especialmente neste período de segundo turno.
As declarações de Damares ocorreram na quarta-feira (7), após uma reunião da oposição no Senado, onde foram debatidas as estratégias em relação à votação da proposta, que está agendada para a próxima semana. A senadora mencionou: “Todos nós aqui queremos o melhor para o trabalhador. Agora, o que o PT está fazendo é ridículo”.
A senadora ainda argumentou que a proposta está “vencida” e que a oposição deveria apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Segundo Damares, “o problema é que estão colocando agora pra dizer: ‘nós somos bonzinhos’. É isso que a gente não concorda. Querem dizer para o Brasil que nós somos os monstros. Não somos. Nós estamos preocupados com o trabalhador”.
Em uma crítica contundente, Damares afirmou que a utilização do tema da escala 61 em épocas eleitorais é desrespeitosa para com os trabalhadores. “Estou falando de mães que acordam de madrugada. A gente quer o melhor pra essas mulheres. Aí joga como pauta eleitoreira? Gente, isso é desrespeito ao trabalhador. Eu estou indignada”, declarou.
Quando questionada sobre se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estaria ajudando o Lula na sua campanha, a senadora não hesitou: “Você tem dúvida?”. Ela reiterou que a oposição não irá permitir que a vida do trabalhador se torne uma moeda de troca. “É desrespeito à mãe que acorda às cinco horas da manhã”, finalizou, expressando sua indignação com a situação atual.
Fonte: Amazonas Atual