Coronel Walter Cruz recebe ameaça de morte e registra B.O. em Manaus
O Coronel Walter Cruz, comentarista de segurança, registrou um Boletim de Ocorrência após receber uma ameaça de morte nas redes sociais, em meio a críticas sobre um contrato de R$ 9,1 milhões.

Manaus - O Coronel Walter Cruz, conhecido comentarista de segurança do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), tomou a decisão de registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) após ter recebido uma ameaça de morte nas redes sociais. Essa situação alarmante ocorreu logo após ele expor um contrato de R$ 9,1 milhões firmado pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), o qual foi estabelecido sem licitação.
No programa ao vivo Claro & Escuro, transmitido na quinta-feira (29), Cruz questionou a contratação da empresa G. M. Botelho Ltda para a capacitação da Guarda Municipal de Manaus. Ele mencionou que a escolha foi feita sem seguir o procedimento licitatório adequado, permitindo que apenas uma empresa fosse favorecida em um setor onde existem diversas opções qualificadas.
“Por que somente essa empresa? Há uma sombra sobre a celebração desse contrato através de dispensa de licitação e esperamos que o Tribunal de Contas possa investigar isso”, afirmou Cruz durante sua participação no programa. Essa crítica gerou repercussão imediata, e horas depois, o coronel recebeu uma mensagem ameaçadora do perfil @Manaus92599, que dizia em letras maiúsculas: “passou da hora deste coronel morrer”.
Em resposta à ameaça, Walter Cruz declarou: “Estou tomando as providências necessárias, registrando o boletim de ocorrência e solicitando a investigação sobre a identidade desse perfil. Na internet, ninguém permanece anônimo”, ressaltou. A gravidade da situação levanta preocupações sobre a segurança de quem exerce funções públicas e critica atos de gestão.
Em contraposição, o secretário da Semseg, Sargento Loiola, rebateu as críticas de Cruz em um comentário feito em uma matéria do portal D24AM. Ele alegou que a contratação foi legal e que já estava prevista antes de sua gestão. “Esse contrato tem duração de três anos e o pagamento não será feito de uma só vez, pois depende da realização dos cursos”, afirmou. Em resposta ao secretário, Walter Cruz reafirmou sua posição, dizendo que sua intenção não é atacar, mas sim cumprir seu papel como comunicador e cidadão, questionando a legalidade do contrato em questão.
Fonte: D24AM