Direita na Colômbia iguala esquerda em governos sul-americanos
Com a vitória de Abelardo de la Espriella, a direita alcança paridade com a esquerda na América do Sul. A situação política na região pode mudar rapidamente.

A recente vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia marca um momento significativo na política da América do Sul, onde a direita igualou a esquerda no comando dos países. Com a posse de Espriella, serão seis governos alinhados à direita e seis à esquerda na região, refletindo um equilíbrio político em meio a um cenário dinâmico.
No entanto, essa paridade pode ser temporária. A apuração das eleições no Peru ainda está em andamento, mas Keiko Fujimori está liderando as contagens. Se a candidata do partido Força Popular confirmar sua vitória, a direita passará a comandar sete dos doze países sul-americanos, alterando o panorama político atual.
Atualmente, os presidentes de esquerda ou centro-esquerda na América do Sul incluem Lula no Brasil, Irfaan Ali na Guiana, Jennifer Simons no Suriname, Yamandú Orsi no Uruguai e Delcy Rodríguez na Venezuela. Em contrapartida, os líderes de direita ou centro-direita são Javier Milei na Argentina, Rodrigo Paz na Bolívia, José Antonio Kast no Chile, além de Espriella na Colômbia, Daniel Noboa no Equador e Santiago Peña no Paraguai.
O Peru, que atualmente é governado interinamente por José María Balcázar do Peru Livre, está em um momento decisivo. A confirmação da vitória de Fujimori, que está à frente nas contagens, poderá fortalecer a posição da direita na região, mudando o equilíbrio já estabelecido.
Após a confirmação preliminar dos votos, veículos de comunicação na Colômbia anunciaram a vitória de Espriella, que derrotou o candidato progressista Iván Cepeda. Com o apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Espriella promete adotar uma postura rigorosa contra o narcotráfico e a corrupção, além de defender acordos militares com os EUA para o combate ao crime organizado.
Fonte: D24AM