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Estudo sugere falha geológica desconhecida em Tarauacá, no Acre

Pesquisadores da UFAC apontam para a possibilidade de uma falha geológica não identificada em Tarauacá, analisando registros de tremores desde os anos 50.

Ana Beatriz Souza2 min de leiturageologia, Tarauacá, tremores
Estudo sugere falha geológica desconhecida em Tarauacá, no Acre
Foto: Estudiosos analisaram sismos ocorridos no Acre entre 1950 e 2017. Imagem: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC) levantaram a hipótese de que existe uma falha geológica desconhecida na cidade de Tarauacá, localizada a 400 km de Rio Branco. O estudo incluiu a análise de registros de terremotos na região desde a década de 1950, utilizando dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

A pesquisa identificou uma concentração de tremores em Tarauacá e sugeriu a presença de uma grande estrutura geológica, denominada falha de Tarauacá. Os pesquisadores classificaram os tremores de acordo com a localização, profundidade, magnitude e data, criando mapas que destacam as áreas com maior risco de sismos.

Os cientistas acreditam que essa falha pode estar relacionada à divisão do território acreano em duas unidades tectônicas: a Placa do Juruá e a Placa do Purus. No entanto, essa ainda é uma hipótese que necessita de estudos geofísicos mais detalhados para confirmar a estrutura e entender melhor sua relação com os tremores.

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Waldemir Lima, professor do curso de geografia da UFAC, explicou que a falha recebeu o nome de Tarauacá por sua relevância regional: "Agora é preciso comprovar com dados mais robustos para que tenhamos avanços nesse sentido". Cleyton Aguiar Crisóstomo, mestre em geografia na UFAC, complementou que os terremotos no Acre estão interligados a um cenário geológico mais amplo, dada a proximidade do estado com os Andes.

Os pesquisadores notaram que a cidade de Tarauacá é a mais afetada por esses eventos sísmicos, e as características do relevo local contribuem para essa ocorrência. A configuração geológica entre o município e o Rio Gregório é distinta, o que, segundo os especialistas, indica uma neotectônica ativa na região. Os tremores observados no Acre, embora sentidos pela população, normalmente não possuem a intensidade destrutiva observada em áreas próximas ao encontro das placas tectônicas.

Fonte: Portal Amazônia

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