Exército e IBAMA destroem seis dragas em garimpo ilegal no Amazonas
Na Vila Alterosa do Juí, seis dragas utilizadas em garimpo ilegal foram inutilizadas durante a Operação Jaguaretê. A ação visa proteger o meio ambiente e a segurança na região.

Nesta sexta-feira, 21 de outubro, seis dragas que estavam sendo utilizadas para extração mineral sem a devida autorização ambiental foram inutilizadas na Vila Alterosa do Juí, localizada no rio Içá, no Amazonas. A operação foi parte da terceira fase da Operação Jaguaretê, que contou com a colaboração de militares do Comando de Fronteira Solimões e do 8º Batalhão de Infantaria de Selva, além de agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Os equipamentos, que possuíam uma estrutura simples feita de madeira e lona, foram encontrados durante um patrulhamento fluvial na área. Durante a inspeção das dragas, as equipes descobriram também uma pistola calibre 380, munições de calibre 16 e mercúrio, substância que apresenta riscos significativos ao meio ambiente e à saúde humana.
De acordo com informações do IBAMA, essas dragas eram utilizadas em atividades que poluíam a região sem autorização. A inutilização foi realizada em conformidade com a legislação vigente, como estipulado pelo artigo 66 do Decreto Federal nº 6.514 de 2008. O valor das dragas e demais equipamentos de garimpo apreendidos foi estimado em cerca de R$ 1,2 milhão.
Embora tenham uma capacidade de movimentação de sedimentos menor em comparação com dragas maiores, esses equipamentos ainda podem causar alterações significativas no fundo dos rios, resultando em problemas como assoreamento. A remoção e o deslocamento de sedimentos afetam a estrutura do leito dos rios e a fauna aquática, impactando diretamente na redução da população de peixes e nas atividades pesqueiras das comunidades locais.
A Vila Alterosa do Juí pode ser acessada por via fluvial a partir de Santo Antônio do Içá. Até o momento, as ações do Comando Militar da Amazônia durante a Operação Jaguaretê geraram um prejuízo estimado em mais de R$ 200 milhões para os envolvidos em atividades ilícitas. Esse valor inclui apreensões de drogas, armas, ouro e multas aplicadas, além de reflexos nos lucros cessantes. A operação busca intensificar a segurança na fronteira e combater delitos transfronteiriços na Amazônia.
Fonte: D24AM