Petrobras nomeia poços no Amapá com inspirações da fauna e flora local
A Petrobras escolheu nomes de frutas, répteis e insetos para três novos poços a serem perfurados na costa do Amapá, seguindo uma tradição de batizar suas áreas de exploração.

A Petrobras, empresa estatal brasileira, anunciou a escolha de nomes inspirados na fauna e flora da região para três novos poços que pretende perfurar na costa do Amapá. Os nomes escolhidos foram Manga, Crotalus e Morpho Extensão, refletindo a rica biodiversidade do Brasil e a longa tradição da companhia em utilizar referências naturais para denominar suas operações exploratórias.
A escolha dos nomes coincide com um novo pedido de licenciamento ambiental apresentado ao Ibama, que é necessário para avançar na exploração da Bacia da Foz do Amazonas. Os poços estão localizados no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas, a aproximadamente 175 km da costa do município de Oiapoque, e cerca de 580 km da foz do Rio Amazonas.
A Petrobras considera que cada nome atribuído a um poço confere uma identidade simbólica às suas operações, além de ter implicações técnicas e estratégicas para a empresa. O novo pedido de licenciamento, protocolado na segunda-feira, dia 17, busca ampliar os dados coletados anteriormente pelo poço Morpho, onde a descoberta de petróleo foi confirmada pela estatal.
Se o Ibama conceder a autorização, as novas perfurações em águas ultraprofundas permitirão à Petrobras mapear com mais precisão as reservas de petróleo localizadas a cerca de 580 km da foz do Rio Amazonas. A análise técnica do pedido será realizada pelo Ibama, que também poderá conduzir consultas públicas com as comunidades locais e definir condicionantes ambientais necessárias, como o monitoramento da fauna e planos de emergência.
Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) já solicitou esclarecimentos ao Ibama sobre os pedidos da Petrobras para a perfuração dos novos poços e outras operações marítimas na Bacia da Foz do Amazonas. O ofício, enviado no mesmo dia em que a Petrobras confirmou a descoberta de petróleo, foi datado de 17 de agosto e reflete a preocupação do MPF com o impacto ambiental das atividades exploratórias na região.
Fonte: Portal Amazônia