Governo do Amazonas Atualiza Boletim da Cheia nesta Quarta-feira
O Governo do Amazonas divulga boletim sobre a cheia, com 24 municípios em emergência e 223 mil pessoas afetadas. A Operação Cheia 2026 já enviou 598 toneladas de ajuda humanitária.

O Governo do Amazonas, através do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, divulgou nesta quarta-feira (24) o boletim semanal que traz informações atualizadas sobre a cheia que afeta diversas regiões do estado. Este relatório é crucial para manter a população informada sobre a situação hídrica e as medidas de apoio adotadas.
Segundo os decretos municipais, atualmente, 24 municípios estão em situação de emergência. Entre eles estão Atalaia do Norte, Anamã, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá, Tefé, Tonantins e Uarini.
Além dos municípios em emergência, 16 estão em nível de alerta, incluindo Alvarães, Amaturá, Anori, Borba, Caapiranga, Coari, Codajás, Envira, Fonte Boa, Iranduba, Japurá, Manaquiri, Maraã, Nova Olinda do Norte, Pauini e São Paulo de Olivença. Já 22 municípios, como Apuí, Autazes, Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos e outros, estão em situação de atenção, onde as autoridades monitoram a situação de perto.
Até o momento, estima-se que 223.259 pessoas estejam sendo afetadas pelas inundações em todo o Amazonas. Em resposta a essa crise, na primeira etapa da Operação Cheia 2026, foram enviadas 598 toneladas de ajuda humanitária para os municípios das calhas do Juruá e do Purus, que são as áreas mais impactadas pela elevação dos níveis dos rios nesta temporada.
A operação inclui o envio de 26 mil cestas básicas, sendo 14 mil (322 toneladas) destinadas à calha do Juruá e 12 mil (276 toneladas) para a calha do Purus. Além disso, a Defesa Civil do Amazonas já forneceu 147 kits de purificadores de água para 23 municípios do estado, visando garantir o acesso à água potável durante a cheia e a estiagem. O monitoramento da cheia é contínuo, realizado pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, que acompanha os níveis dos rios durante todo o ano.
Fonte: D24AM