Itamaraty atribui tarifas dos EUA a tentativa de interferência externa
Itamaraty afirma que tarifas dos EUA têm origem em tentativa de interferência externa e justifica ausência do governo em audiência marcada para 6 de julho.

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota nesta quarta-feira (24) em resposta às declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, sobre a ausência de representantes do governo brasileiro na audiência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, marcada para 6 de julho, que discutirá a adoção de novas tarifas contra produtos brasileiros.
Sem mencionar diretamente o parlamentar, o Itamaraty afirmou que a origem das novas tarifas está ligada a uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira. O ministério destacou que as audiências públicas sobre a Seção 301 são espaços destinados ao setor privado e à sociedade civil, e que nem a China nem a União Europeia enviam representantes a essas reuniões.
O Ministério das Relações Exteriores informou ainda que o governo brasileiro tem participado ativamente da investigação pelos canais diretos de interlocução entre governos, desde sua abertura em 15 de julho de 2023. Foram apresentadas duas defesas escritas demonstrando que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos, além de ter sido realizada uma reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível.
Na nota, o Itamaraty declarou que aqueles que acusam o governo de omissão devem desculpas ao Brasil pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros. O texto foi publicado na rede social X.
No dia anterior, Flávio Bolsonaro confirmou que se inscreveu para participar da audiência nos Estados Unidos, com um requerimento de depoimento oral por cinco minutos. Ele criticou o governo por não enviar representantes e alegou omissão por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fonte: Amazonas Atual