Lançamento do Observatório de Governança de Terras visa integrar dados no Brasil
O Observatório das Políticas de Governança de Terras foi lançado em 23 de abril para melhorar o acesso e a transparência de dados fundiários no Brasil.

No dia 23 de abril, foi inaugurado o Observatório das Políticas de Governança de Terras (OPGT), uma iniciativa que tem como objetivo integrar dados fundiários e aumentar a transparência, visando fortalecer a governança territorial no Brasil. A apresentação pública do projeto destacou a importância da organização e do acesso a dados, análises técnicas e informações sobre a governança fundiária.
A criação do OPGT surge em resposta a um cenário onde as informações estão fragmentadas, dificultando o debate público e a formulação de políticas baseadas em evidências. A plataforma pretende reunir diferentes bases de dados, tornando-as acessíveis a gestores, jornalistas, pesquisadores e organizações da sociedade civil, para que possam acompanhar e analisar as políticas fundiárias.
Durante o evento, a coordenadora do programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito, enfatizou a relevância da nova plataforma. Segundo ela, “a criação dessa plataforma representa um avanço importante para qualificar o debate sobre a gestão territorial no Brasil”, alertando sobre os desafios estruturais que a governança fundiária enfrenta, como a fragmentação de dados e a dificuldade de acesso a informações confiáveis.
Na oportunidade, foi apresentada a primeira versão da plataforma, que inclui um dashboard interativo. Esse recurso permite visualizar indicadores e comparações, além de oferecer relatórios e análises técnicas. Brenda ressaltou que a integração de informações é fundamental para entender a dinâmica do uso da terra, essencial no combate ao desmatamento e à grilagem.
O lançamento também sinaliza o início de uma série de publicações técnicas que abordarão temas como os impactos de decisões judiciais na governança de terras e comparações entre legislações de regularização fundiária na Amazônia Legal. Os relatórios estarão disponíveis nas semanas posteriores ao evento, ampliando o acesso a pesquisas de qualidade sobre a temática fundiária.
Fonte: Portal Amazônia