Lula defende soberania do Brasil em discurso na ONU
Em seu discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU, Lula destacou a importância da soberania nacional e criticou a ingerência externa nos processos políticos da América Latina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a defesa da soberania dos países durante seu discurso na cerimônia de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York no dia 22 de setembro. Ele enfatizou que o Brasil e a América Latina enfrentam pressões externas que tentam influenciar seus processos políticos.
Lula comentou sobre a proximidade geográfica com os Estados Unidos, a maior potência militar do mundo, e como isso resulta em tentativas de hegemonia na região. "O Brasil não cabe no quintal de ninguém", afirmou, ressaltando que a América Latina e o Caribe têm uma longa trajetória de luta pela democracia, após períodos de ditadura e autoritarismo.
O presidente também denunciou a ingerência externa em processos eleitorais e as divisões de países em zonas de influência, classificando tais ações como anacrônicas. Ele citou a situação da Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba, defendendo que cada povo deve ter o direito de decidir seu próprio futuro sem interferências externas.
Além disso, Lula alertou sobre o crescimento das redes de desinformação que podem afetar o debate público, especialmente durante as campanhas eleitorais. Ele garantiu que o Estado brasileiro estará vigilante a essas tentativas e reafirmou a confiança nas instituições democráticas e no sistema eleitoral do país.
Em relação à segurança pública, o presidente rejeitou a ideia de intervenção militar estrangeira no combate ao crime organizado, defendendo uma cooperação internacional focada em áreas específicas. Ele destacou que o Brasil propôs aos Estados Unidos uma parceria para combater a lavagem de dinheiro e que ações devem ser tomadas para proteger as fronteiras nacionais, sem a necessidade de uma presença militar constante.
Fonte: D24AM