Lula na ONU: Eleição de outubro é escolha entre democracia e negacionismo
Durante discurso na ONU, Lula destacou que as eleições de outubro representam uma decisão crucial para o Brasil entre democracia e negacionismo. Ele reafirmou o compromisso do governo em proteger a democracia.

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uso da tribuna da ONU (Organização das Nações Unidas) para abordar as eleições que ocorrerão em outubro. Em seu discurso na manhã desta terça-feira (22), Lula enfatizou que os brasileiros enfrentarão uma escolha significativa entre “a democracia e o negacionismo”.
“No dia quatro de outubro, milhões de brasileiras e brasileiros vão às urnas para definir o seu destino. Não vão apenas eleger o presidente da República, governadores estaduais e representantes do Poder Legislativo. Vão decidir entre democracia e negacionismo, se o Brasil vai avançar rumo a um futuro de mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão”, declarou o presidente na sede da ONU, localizada em Nova York (EUA).
Além disso, Lula afirmou que o governo brasileiro tomará medidas para impedir a atuação do que ele denomina “inimigos da democracia brasileira”, tanto no Brasil quanto no exterior. O presidente destacou que abusos de autoridade estão sendo cometidos para favorecer interesses estrangeiros.
No encerramento de seu discurso, Lula elogiou o sistema eleitoral brasileiro, assegurando que todos os candidatos terão “a mais ampla liberdade de expressão”. O presidente reconheceu os desafios das redes de desinformação, mas ressaltou que o Brasil possui um sistema eleitoral moderno e robusto, protegido pelo olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre.
Lula também abordou a questão da ingerência externa nas eleições, afirmando que a democracia está novamente em risco. Ele não fez denúncias específicas sobre os Estados Unidos, mas mencionou a divisão do mundo em zonas de influência como um gesto anacrônico. O presidente ainda se comprometeu a enfrentar a pressão de multinacionais que desejam privatizar o Pix, um sistema de pagamentos que promoveu a inclusão financeira no Brasil.
Fonte: Amazonas Atual