Operação Codajás garante abastecimento de combustíveis na seca do Norte
A Operação Codajás, em parceria com a Marinha do Brasil, visa assegurar o fornecimento de combustíveis durante a seca na região Norte, especialmente o GLP.

A Operação Codajás, que conta com o apoio da Marinha do Brasil, foi iniciada na segunda quinzena de setembro e tem como objetivo assegurar o abastecimento de combustíveis durante o período de seca dos rios na região Norte do Brasil. Essa ação envolve um comitê multidisciplinar formado pela Transpetro e Petrobras, que busca mitigar os impactos da vazante no transporte de combustíveis, especialmente o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
Segundo Jones Soares, diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, a operação foi instaurada devido à previsão de redução dos níveis dos rios e à restrição à navegação nas próximas semanas. “Os sinais observados pelo comitê multidisciplinar reforçam a importância do planejamento antecipado”, destacou Soares, enfatizando que o conhecimento do território e a integração entre as instituições são essenciais para garantir a entrega contínua do gás de cozinha à população.
O Comitê da Vazante Amazônica realiza monitoramento semanal das condições climáticas, níveis dos rios e planejamento operacional. Com isso, avalia medidas preventivas para garantir a segurança e continuidade do transporte de produtos mesmo em períodos críticos de vazante, incluindo a mobilização antecipada de recursos e o posicionamento estratégico de embarcações.
Para a Operação Codajás de 2026, estarão disponíveis dois navios dedicados exclusivamente, os gaseiros Gilberto Freyre e Jorge Amado, além de outros gaseiros e petroleiros. Um navio-tanque também será posicionado em Coari para atuar como tancagem estendida, aumentando a capacidade de armazenamento nos terminais da região.
Desde sua criação em 1995, a Operação Codajás tem enfrentado desafios impostos pela dinâmica dos rios amazônicos. Na seca histórica de 2024, a operação transportou 16 mil toneladas de GLP, enquanto em 2025 ajudou a escoar mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil m³ de petróleo, mantendo a contribuição vital para a produção de petróleo e gás natural de Urucu, que representa mais de 50% da geração de energia elétrica do estado do Amazonas.
Fonte: Portal Amazônia