Unidade de Restauração com Muvuca de Sementes é Inaugurada em Altamira
Uma nova unidade demonstrativa de restauração foi instalada em Altamira, Pará, para mostrar as técnicas de semeadura com muvuca de sementes nativas.

A unidade demonstrativa de restauração com muvuca de sementes foi implantada em fevereiro no Campo Experimental da Embrapa Amazônia Oriental, em Altamira, Pará. O espaço, que pode ser visitado durante todo o ano, recebeu a visita de participantes do I Encontro de Coletores da Amazônia, que puderam observar os primeiros resultados da semeadura realizada com sementes coletadas da muvuca da Sementes da Terra do Meio.
De acordo com Miguel Gama, técnico em restauração ecológica do Instituto Socioambiental (ISA), o principal objetivo da unidade é se tornar uma vitrine das técnicas de restauração na região. Ele destacou a escolha estratégica do campo experimental da Embrapa, que está localizado próximo à cidade, facilitando o acesso para aqueles que ainda não conhecem as práticas de restauração ecológica.
Durante o dia de campo intitulado “Restauração ecológica com semeadura direta e muvuca de sementes”, os participantes puderam ver de perto o processo de restauração. O evento contou com a presença de representantes da Emater, Embrapa, universidades, estudantes, coletores de sementes e outros parceiros locais e empresas, que também conheceram as iniciativas desenvolvidas na região pela Caminhos da Semente, Redário e Rede de Sementes Terra do Meio, todas apoiadas pelo ISA.
“Da teoria à prática, a gente foi para o campo, mostrar como é que é feito. Muitos participantes ainda não haviam tido contato direto com a muvuca, porque é uma coisa nova ainda aqui na região”, comentou Miguel. Ele ressaltou que a nova área permitirá que as pessoas acompanhem de perto o desenvolvimento das práticas de restauração ecológica.
Matheus Rezende, também técnico em restauração ecológica pelo ISA, informou que a unidade servirá para o monitoramento de indicadores ecológicos em futuros dias de campo. Ele enfatizou que eventos como esse são fundamentais para fortalecer a troca de conhecimentos entre a ciência e a prática no campo, contribuindo para a qualidade e o sucesso dos projetos de restauração em diferentes ecossistemas.
Fonte: Portal Amazônia