Preocupação com Doenças Crônicas Atinge 92% da População Brasileira, Aponta Datafolha
Uma pesquisa do Datafolha revela que 92% dos brasileiros estão preocupados com doenças crônicas não transmissíveis e reconhecem os fatores de risco associados.

Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Datafolha, encomendado pela ACT Promoção da Saúde, revelou que 92% da população brasileira expressa preocupação com as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). O levantamento foi realizado em 117 municípios de todas as cinco regiões do Brasil entre os dias 4 e 6 de maio, com 2.000 entrevistas feitas com pessoas a partir de 16 anos.
Os entrevistados identificaram os principais fatores de risco para as DCNTs, que incluem doenças como hipertensão, diabetes, câncer, e doenças cardíacas e respiratórias. Para 92% dos participantes, o tabagismo é o principal responsável, seguido pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas, indicado por 83% dos ouvidos. Além disso, 80% das pessoas associaram a alimentação inadequada, caracterizada pela alta ingestão de produtos ultraprocessados, às DCNTs.
O levantamento também se destacou por investigar a percepção da população sobre como as mudanças climáticas afetam a saúde. Surpreendentemente, 81% dos brasileiros acreditam que eventos climáticos extremos, como ondas de calor e enchentes, aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas.
Quando questionados sobre as medidas mais eficazes para combater as DCNTs, os entrevistados mostraram priorizar o acesso à informação. Para 56%, é essencial que as empresas expliquem os componentes e riscos de seus produtos, enquanto 53% acreditam que mais informações sobre prevenção devem ser divulgadas na mídia. O autocuidado também foi mencionado, com 52% indicando que cada um deve se responsabilizar por sua saúde.
A pesquisa revela a necessidade de políticas públicas que promovam ambientes saudáveis, já que a prevenção é frequentemente vista como uma responsabilidade individual. Thais Junqueira, superintendente-geral da Umane, ressaltou a importância de reconhecer que a proteção da saúde vai além da informação e requer uma responsabilidade compartilhada entre o Estado e as empresas. Em um contexto eleitoral, 77% dos entrevistados afirmaram que não votariam em candidatos apoiados pela indústria do tabaco, evidenciando a crescente conscientização sobre a relação entre saúde e política.
Fonte: Portal Amazônia