Queimadas no Amazonas afetam qualidade do ar em quatro municípios
A fumaça das queimadas impacta severamente a qualidade do ar em Parintins, Itacoatiara, Urucurituba e Vila Amazônia, com alertas para a população.

A fumaça gerada por queimadas tem causado sérios problemas na qualidade do ar em várias cidades do interior do Amazonas. No último sábado, dia 7 de outubro, os municípios de Parintins, Itacoatiara, Urucurituba e Vila Amazônia foram reportados com níveis de poluição classificados como péssimos, conforme dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Entre os locais monitorados, Itacoatiara se destacou com uma das maiores concentrações de poluição, atingindo 175,2 microgramas de partículas por metro cúbico (µg/m³). Urucurituba também apresentou índices preocupantes, com 152,1 µg/m³, enquanto Parintins registrou 138,8 µg/m³ e Vila Amazônia, que é um distrito do município, alcançou 141,3 µg/m³.
Além desses, outras cidades do Amazonas enfrentam situação alarmante. Iranduba registrou 99,9 µg/m³, Autazes teve 99,3 µg/m³, Itapiranga alcançou 95 µg/m³, Nova Olinda do Norte chegou a 90,9 µg/m³ e Careiro da Várzea apresentou 77,5 µg/m³. Esses índices indicam que a qualidade do ar nessas localidades é classificada como muito ruim.
A capital do estado, Manaus, também foi afetada, com 13 dos 14 sensores de monitoramento indicando qualidade do ar ruim. O maior índice na cidade foi registrado no bairro Morro da Liberdade, com 71,1 µg/m³, enquanto apenas o Parque Dez de Novembro apresentou um nível moderado de 47,1 µg/m³.
A fumaça resultante das queimadas contém partículas finas que podem causar danos à saúde, especialmente em crianças, idosos e indivíduos com problemas respiratórios. Diante dessa situação, a Defesa Civil de Parintins emitiu um alerta aos moradores, recomendando o uso de máscaras e evitando a exposição à fumaça. Além disso, as atividades presenciais de ensino foram suspensas na cidade devido às péssimas condições ambientais.
Fonte: D24AM