Raquel Lyra denuncia ofensas em cartazes e aciona polícias em Pernambuco
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, solicitou investigação após cartazes ofensivos associá-la à morte de seu marido. O caso é considerado violência política de gênero.

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), tomou a decisão de acionar a Polícia Federal e a Polícia Civil no último domingo, 30 de outubro, para que seja investigada a distribuição de cartazes apócrifos no Bairro do Recife. Os cartazes em questão fazem uma associação indevida entre a gestora e a morte de seu marido, o empresário Fernando Lucena, que faleceu em 2022, comparando-a a mulheres que foram condenadas por assassinatos de grande repercussão nacional.
Esse episódio foi classificado pela coligação Pernambuco de Coração como um ato de violência política de gênero, o que levanta preocupações sobre o ambiente eleitoral e a segurança das mulheres na política. Raquel Lyra expressou sua indignação em um vídeo divulgado nas redes sociais, pedindo respeito a sua família e à memória de seu falecido esposo: "Respeite minha família. Respeite meus filhos. Respeite quem não está mais aqui. Respeite a minha dor," declarou a governadora.
Outros candidatos à disputa estadual também se manifestaram contra as ofensas. João Campos (PSB), que faz parte da coligação Frente Popular de Pernambuco, acionou o Ministério Público Eleitoral para que seja feita uma investigação sobre os panfletos e negou qualquer relação com a criação ou distribuição dos mesmos. Ele enfatizou que quaisquer ilícitos ou acusações infundadas que visem sua campanha serão tratados judicialmente.
Além disso, Ivan Moraes (Psol) também se solidarizou com Raquel Lyra, defendendo a identificação e punição dos responsáveis pelas ofensas. A situação gerou um clamor por ações que protejam a integridade das candidatas em Pernambuco e a necessidade de um ambiente político mais respeitoso.
Na mesma noite, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) concedeu uma liminar para que conteúdos digitais que associavam a candidatura de João Campos à confecção dos cartazes fossem removidos. Essa decisão, tomada pelo desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, estipulou que a plataforma Meta (Instagram/Facebook) deve excluir as postagens dentro de um prazo de até duas horas após a notificação, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Além disso, os perfis de candidatos e blogueiros envolvidos foram instruídos a apagar conteúdos ofensivos e se abster de novas postagens relacionadas ao assunto, sob risco de multas individuais de R$ 25 mil.
Fonte: D24AM