Retirada de 5.000 soldados dos EUA da Alemanha liga-se ao Irã
O Departamento de Guerra dos EUA anunciou a retirada de 5.000 soldados da Alemanha, com conclusão em até 12 meses. A decisão foi influenciada por comentários do primeiro-ministro alemão sobre o Irã.

No dia 1 de setembro, o Departamento de Guerra dos Estados Unidos informou que irá retirar 5.000 soldados da Alemanha ao longo dos próximos seis a 12 meses. O comunicado foi divulgado pelo Pentágono e destaca que os militares serão redistribuídos entre bases nos Estados Unidos e em outras localidades no exterior.
Segundo informações obtidas pelo The New York Times, essa ação busca reduzir a presença militar americana na Europa ao nível que existia em 2022, antes do início do conflito na Ucrânia. O jornal também menciona que no ano anterior, o Pentágono reposicionou uma brigada na Romênia, sem enviar forças de substituição, o que já sinalizava uma diminuição na presença militar na Alemanha.
A decisão mais recente, conforme apontam altos funcionários ouvidos pelo NYT, foi influenciada por declarações do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, que criticou a estratégia dos EUA em relação ao Irã. Merz afirmou que o Irã havia “humilhado” os Estados Unidos e questionou a falta de uma estratégia clara por parte do governo americano.
Em resposta a esses comentários, o ex-presidente Donald Trump utilizou as redes sociais para comentar sobre a possível redução das tropas. Ele sugeriu que o chanceler alemão deveria se concentrar em resolver questões internas, como imigração e energia, em vez de interferir nos assuntos de segurança relacionados ao Irã.
Um alto funcionário do Pentágono, ao falar com o NYT, expressou frustração com a falta de colaboração da Alemanha na luta contra o Irã. Apesar da retirada de 5.000 soldados, a Alemanha continuará a ser a principal base das Forças Armadas dos EUA na Europa, com aproximadamente 35 mil militares ativos, além de ser um centro crucial de treinamento e operações militares.
Fonte: D24AM