Sicredi debate bem-estar financeiro e cooperativismo em 11º Encontro Nacional
Sicredi promove 11º Encontro Nacional para discutir o impacto do cooperativismo de crédito no bem-estar financeiro da sociedade, reunindo jornalistas de todo o Brasil.

Em alusão ao Dia Internacional das Cooperativas de Crédito, comemorado na terceira quinta-feira de outubro, o Sicredi promoveu o 11º Encontro Nacional com Jornalistas e Formadores de Opinião para discutir a importância do cooperativismo de crédito e seu impacto no desenvolvimento do bem-estar financeiro.
O evento reuniu mais de 60 profissionais de 18 estados, incluindo Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás e estados do Nordeste. A programação iniciou com apresentação de César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, que apresentou um panorama atual do cooperativismo de crédito.
Consolidado globalmente, o modelo cooperativo já conta com mais de 21 milhões de associados no Brasil e está presente em mais de 1.000 municípios onde é a única instituição financeira. Bochi destacou que, diferentemente do mercado financeiro tradicional, o cooperativismo tem como objetivo atender às necessidades dos associados, que são também donos do negócio.
Em 2025, o Sicredi registrou resultado líquido de R$ 7,5 bilhões e distribuiu R$ 1,84 bilhão em sobras aos associados. O Índice de Benefício Econômico do Sicredi (BES) apontou uma economia média de R$ 3,1 mil por associado, totalizando R$ 31,1 bilhões. Em 2026, a instituição alcançou 3,1 mil agências e mais de 10,5 milhões de associados, mantendo crescimento e expansão nacional.
Vivian Rodrigues Magalhães, cofundadora da Nossa, escola para planejadores financeiros independentes, definiu o bem-estar financeiro como um estado em que os indivíduos gerenciam suas obrigações com tranquilidade, lidam com imprevistos e buscam aspirações. Ela ressaltou que o tema envolve aspectos emocionais, individuais e coletivos, especialmente em um país desigual.
Gustavo Freitas, diretor-executivo de Crédito e Segmentos do Sicredi, apresentou estudo da Fipe de 2024 que indica crescimento de 15,6% no número de empreendedores em municípios com cooperativas de crédito, em comparação a locais sem essas instituições. No Sicredi, as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) representam 89% da carteira, enquanto a média do mercado é de 48%, com 28% das pequenas empresas brasileiras associadas ao Sicredi.
Rogério Machado, superintendente de Cooperativismo, destacou a importância da educação, formação e informação, traduzidas em Educação Financeira, como princípio do cooperativismo. Em um cenário nacional em que 51% da população adulta está inadimplente e 39% gastam mais do que ganham, o Sicredi tornou-se a primeira instituição financeira no Brasil a mensurar o bem-estar financeiro de seus associados.
Os resultados das iniciativas de orientação financeira mostram que os participantes aumentaram investimentos, reduziram risco de inadimplência e melhoraram fluxo de caixa. Um em cada cinco associados elevou seu Índice de Bem-Estar Financeiro. Além disso, o Sicredi investiu mais de R$ 400 milhões em projetos sociais, educacionais e culturais no último ano, média superior a R$ 1 milhão por dia.
Fonte: D24AM