STF reforça pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli à Itália
O ministro Gilmar Mendes enviou um documento à AGU defendendo a extradição de Carla Zambelli, condenada a cinco anos de prisão por crimes relacionados a arma de fogo.

Em Brasília, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta terça-feira (23) um documento à Advocacia-Geral da União (AGU), defendendo a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil. A manifestação será encaminhada à Justiça da Itália, que deve avaliar o novo pedido do governo brasileiro nas próximas semanas.
A ex-parlamentar, que possui dupla cidadania, deixou o Brasil antes que as penas fossem executadas. A situação envolve a segunda condenação de Zambelli, que, em agosto do ano passado, foi sentenciada a cinco anos e três meses de prisão por crimes como porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com o uso de arma.
O caso ganhou notoriedade após a ex-deputada ser acusada de perseguir o jornalista Luan Araújo durante um ato político em São Paulo, próximo ao segundo turno das eleições de 2022. A perseguição teve início após uma troca de provocações entre ambos, o que culminou em sua condenação pelo STF.
No documento enviado à AGU, Gilmar Mendes ressaltou que a condenação de Zambelli foi decidida pelo plenário da Corte e não houve nulidades processuais. O ministro também informou que, caso seja extraditada, Zambelli ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, que possui boas condições de instalações.
Recentemente, no mês passado, Zambelli havia sido libertada na Itália após a Corte de Cassação italiana negar um pedido anterior do governo brasileiro para sua extradição. Este caso remete à primeira condenação da ex-deputada, que ocorreu em 2023, quando foi sentenciada a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os juízes italianos levantaram preocupações sobre a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes ao julgar a questão.
Fonte: D24AM