Vacinação contra HPV é ampliada para crianças vítimas de violência sexual em Manaus
Crianças a partir de 2 anos que sofreram violência sexual poderão ser vacinadas contra o HPV em Manaus, ampliando a cobertura já existente.

MANAUS – A partir de agora, crianças com idade a partir de 2 anos que foram vítimas de violência sexual poderão receber a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) na rede municipal de saúde de Manaus. Essa ampliação foi recomendada pelo Ministério da Saúde e se destina a um grupo que anteriormente era limitado a vítimas entre 9 e 45 anos.
A aplicação da vacina ocorrerá após uma avaliação feita pelo Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual ou por profissionais que atuam na área de atendimento. Para que a criança possa receber a dose, é necessário apresentar um registro ou receituário que justifique a vacinação, além do consentimento do responsável legal.
O esquema de vacinação para as crianças incluídas nessa nova faixa etária prevê a administração de uma única dose do imunizante. Segundo a gerente de Imunização da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde), Isabel Hernandes, é importante destacar que a vacina não serve como tratamento para infecções por HPV que possam já ter sido adquiridas durante o ato de violência, mas sim como uma proteção contra tipos de HPV que ainda não foram contraídos e contra exposições futuras.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra o HPV já é disponibilizada para meninos e meninas de 9 a 14 anos. Além disso, a rede municipal abrange outros grupos prioritários, como jovens de 15 a 19 anos que nunca tenham recebido a vacina, pessoas vivendo com HIV, imunossuprimidos, transplantados, pacientes com neoplasias e usuários do PrEP.
A inclusão de mulheres diagnosticadas com Neoplasia Intraepitelial Cervical de alto grau, que passaram por procedimento excisional do colo do útero, entre os grupos prioritários também ocorrerá em março de 2026. A decisão de ampliar a vacinação para crianças vítimas de violência sexual foi tomada pelo Ministério da Saúde após discussões com sociedades científicas e organizações de saúde, levando em conta a vulnerabilidade dessa população e o aumento das notificações de violência sexual contra crianças.
Fonte: Amazonas Atual